deixei de mergulhar…

araras cópia 

Ouvi tua voz…
mergulhei sereno, feito albatroz,
e consegui fazer com que entre nós
somente ficasse a dúvida…

quem serás?
Intensa e extensa indagação.
De onde vens?
Qual será a tua direção?

Eu até me imaginei,
absorto e solto em teus braços.
Livre de ais e tais quais,
manso e leve, respirei,
pra aliviar meu cansaço.

Fiz minha introspecção.
Argüi meu coração.
Foram tantos os dizeres,
que se assumiram em meus quereres,
que eu até fiz-me solidão,
pra sentir o gosto de sozinho caminhar.

Pra me fazer disposto,
feito sol a brilhar.
Minimizando o desgosto,
que deixava meu sofrer exposto.
Ao vento…

qual perdido sentimento,
que num dado momento,
cresceu sem fim…

Ouvi tua voz…
agora já nem me interessava nela mergulhar.
Já não me vestia albatroz…
e em verdade,
nada mais existia ou se fazia
presente entre nós.

josemir (ao longo…)

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