Deixarei esse blog parado. Motivo? Buscar novos caminhos. Redesenhar-me.
Endereço do blog onde estarei postando doravante:
http://tadeudesouza.wordpress.com/
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A vida, tal qual uma peça teatral, resume-se em atos. No espocar das nossas necessidades, salpicam caóticos, motivos e desejos voantes. Eis, que plasmam-se nossas vontades.
A poesia cantada, ao assumir-nos, retrata nossa avidez. Fazemo-nos livres inseridos em consciência de senso comum.
Partimos decididos ao encontro de nossos afazeres. Embrenhamo-nos pelas diversas vidas, e sem guarida, entregamo-nos aos nossos préstimos. Seres comuns, a caminhar em direção aos seus objetivos. Enfim, somos seres voantes em mente, mas absolutamente afixados ao solo bruto, de onde advém-nos o sustento. E a vida assume-se um grande palco. Nela, discernimos nossos destinos. A platéia, é o todo que nos açambarca, o tudo que nos impulsiona, o entrudo. Mantermo-nos, como povo comum – artistas mambembes -, é o que nossa alma espera fazer reluzir em corpo. Os gracejos, os murmúrios, os iguais a caminhar ao nosso lado, buscando propósitos similares, são nossas inspirações do dia-a-dia. O povo, que se faz nascente do novo, mescla-nos. Nesse mesclar, nesse inserir-se, faz-se presente um modo de vida. Um grande poder. Uma vontade coletiva. As plataformas lotadas dos metrôs, as paradas de ônibus apinhadas de fisionomias cansadas e rústicas… o trânsito caótico, abarrotado por máquinas de vários modêlos, movimentam-se feito bólidos, que já não mais nos trazem medo, somente incomoda-nos.
E o dia em sua plenitude, faz-se definido por essa movimentação sem sincronia, mas perfeitamente decifrável. Por maior seja o ziguezaguear, menos complicado faz-se o chegar. Assim são os mistérios do coletivo. A força do todo que decide. Que consome. Que se faz notícia. Que vigia cidades e Países.
Após o cerrar da cortina, no retorno ao habitat, coloco-me a pensar na essência dos gestos, que vertem da multidão. Uma lição de sabedoria, que o povo a cada dia, nos dá.
Onze mil cientistas,especialistas e médicos de todo o continente, assustaram-se com a estarrecedora realidade, no Congresso Internacional de AIDS, em Durban, África do Sul, realizado de 9 a 15 de julho.
Um estarrecer não de imagens, mas de realidade. Um advento, que se esparge. Não se pode esconder, o que se faz verdadeiro e gera tragédias. Uma África abandonada à própria sorte, vitimizada pelas inserções e destruições de pesquisadores colonizadores, sedentos não de descobrir males novos, a serem curados, mas sim riquezas, de forma, práticamente gratuita, utilizando de um escuso processo de mão de obra escrava, efetuado pelo próprio africano. Agora, o abandono. A AIDS espalha-se de forma avassaladora, a epidemia se anuncia, a África, se os habitantes do planeta não se dedicarem de forma estóica ao descobrimento de uma vacina que se venha a conter essa doença, fatalmente far-se-á extinta. Uma vacina, que poderia tranquilamente ser explorada e descoberta, pois que dinheiro, existe, porém é fartamente gasto de forma animalesca. A demarcar territórios, supremacias. Poder.
Bom recordar, embora nossas mentes estejam invadidas por quereres outros, que a epidemia virá e atingirá o mundo todo. A extinção desse recurso, traz como unica solução um investir forte para a descoberta de um antídoto. É o que a medicina vaticina, como única possibilidade viável, para a contenção desse espargir trágico.
Se nos ativermos aos dados estatísticos, aí sim, colocaremo-nos em estado aterrorizador.
Segundo a ONU,em seu relatório anual, datado do início de julho, 34.300.000 adultos entre 15 a 49 anos e 1300.000 crianças até 15 anos, são potencialmente portadores do vírus da AIDS.24.500.000, vivem na África subsaariana ou subsariana – corresponde à região do continente africano ao sul do Deserto do Saara, ou seja, aos países que não fazem parte do Norte da África, que apresenta propriedades e características totalmente diversas, tanto no aspecto economico-social, que se assemelha ao Oriente Médio, constituindo-se um mundo islamizado. O Sul da África caracteriza a AFRICA NEGRA, formada em sua totalidade por povos de pele mais escura -; 5.600.000 no sul e sudeste da Ásia; 1.300.000 na América Latina; 900.000 na América do Norte; 530.000 no leste da Ásia e Pacífico; 520.000 na Europa Ocidental; 420.000 na Europa do Leste e Ásia Central; 360.000 no Carige; 220.000 no norte da África e Oriente Médo; e 15.000 na Austrália e Nova Zelândia.
* Fontes oficiais desses dados, site Lepanto – Frente Universitária & estudantil, 12 de novembro de 2010.
O que realmente, acua-nos, é a frieza, com a qual nós, a maioria dos Brasileiros,encaramos uma realidade tão aterrorizadora. Aí, também estão inseridos até o pescoço, o restante dos paises, que imersos estão na hipocrisia farsante de desvalorização do câmbio, para recuperação de um poder pardo e absintado.
Os “Grupos de países poderosos”, quando se reunem, o fazem visando cada qual, a obtenção de ganhos e espaço de poderio, assuntos relacionados principalmente ao Sul da África,cuja população está sendo de forma impiedosa, excluída, não somente por essa epidemia avassaladora, quanto pelas guerras entre próprias etnias, que lá se travam.
Ao colocar em pauta, a malfadada AIDS, também procuro chamar atenção desse continente, que praticamente caminha célere para a exitinção. Podem ter certeza absoluta, que essa atitude omissa de nossa parte, custar-nos-á muitissimo caro.
Na ânsia indômita e plena de esparrelas explícitas,tentando mostrar serviço ao fim do mandato do governo do Presidente Lula, a oposição estarrecida e até agora viajando, por territórios onde as visagens, os confunde, começa de forma ilusória a fomentar críticas e patrulhamento ao pouco que resta, para ser criticado. Digo pouco, no sentido de que resoluções, pois que são mergulhadas em teorias. Um mundo ausente de praticidade, já que papéis circulam, são analisados, constituem-se ações, são protocolados, e após distribuição, transformados em processo, sem data, etc, etc…
Talvez, bata-lhes ainda na cara os bofetões da inocuidade, da ociosidade, durante esses oito anos. O Globo, sem moral como o restante da mídia atropelada e macerada por Lula, dá destaque aos problemas ocorridos nos exames do ENEM. Beleza! Apontar erros e ajudar em suas correções, é a sina da imprensa livre. Mas, logo após dançar em tablados desconhecidos, procurando coisas outras, putz… Aos organizadores que enodoaram, um projeto de contexto altamente positivo, como o ENEM, a demissão, o afastamento. Simples assim. Franklin Martins, secretário de comunicações, propõe uma agência reguladora de conteúdo nas mídias e coloca-se claramente em defesa de sua proposição alegando, que em diversos países do mundo adotam uma linha que regula os meios eletrônicos, sob o ponto técnico, e uma outra que regula o conteúdo. Não existem nesses países, ninguém que considere essa linha de ação, como uma censura. Segundo Franklin não existe sequer uma intenção remota do governo, de pronunciar-se sobre quais as noticias, que devem ou não ser publicadas. Franklin Martins, alega que a questão é fixar regras em defesa da produção da cultura nacional, regional e da produção independente, observação mais contundente sobre os princípios gerais de equilíbrio e respeito à privacidade, que devem ser observados. O que está sendo proposto, num Seminário Internacional promovido pelo governo, que será realizado hoje e amanhã, tem como objetivo realizar um anteprojeto para o setor, pois para o governo o que atualmente lesgila-se sobre radiofusão, está ultrapassado. Uma discussão ampla, geral e irrestrita. Portas totalmente abertas. Não se debaterá aumento de capital externo nas empresas do setor, nada disso será discutido. Simplesmente, cartas serão postas sobre a mesa, sob a visão de todos. Mediador do seminário, o diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel, Eduardo Levy, assegura ser fundamental que a legislação do setor seja atualizada. Em suma, podemos tirar como propósito principal dessa iniciativa, uma regulamentação necessária, que funcione de forma igual, por exemplo, para internet e TVs a cabo e rádios e TVs, que embora produzam conteúdo, não se sujeitam às mesmas regras. Há, sob o ponto de vista lógico, que haver isonomia, através de parâmetros, pois que as teles faturam 180 bi, enquanto as empresas de radiofusão faturam cerca de 13 bi. Seminário aberto, dois dias, discussões bem direcionadas e o que é mais importante, amplamente democrático.
Em minha opinião, o que não pode haver é uma ampla e desavergonhada atitude de apôio camuflado – com exceção do estadão e da veja, que se declararam Serristas -, pra somente uma parcela determinada. Como ocorreu durante as eleições. Nem sempre a imprensa livre, traduz uma imprensa responsável, como no caso do nosso País, onde pouco ou nada, publicou-se em relação a José Serra, e tudo e mais um pouco, foi jogado em Dilma Rousself. Isso não é liberdade de expressão, é canalhice. Pior ainda, é essa imprensa brasileira, que exerce o papel descarado de lamber botas do vencedor, pós-eleição. Essa atitude, longe de ser democrática, é amplamente mafiosa. Muito fácil, ter em mãos a canetinha e o papel.
E apesar de tudo, ainda temos que ler noticias do tipo, que instaura-se a ditadura no Brasil, a olhos vistos: governo Populista, respaldo junto a maioria do povo, censura na imprensa e a “dita cuja”. Pelo amor de Deus… crimes mais hediondos estão vindo à tona, via internet, como os movimentos racistas, e poucos cidadãos elitizados se fazem manifestar. A Imprensa não está acima do bem e do mal, ela não tem moral para ter esse poder, em função até do sensacionalismo, que buscam a qualquer custo. A Imprensa tem que ser livre sim, mas os jornalistas têm que ter mais responsabilidade. A imprensa brasileira é tão vigiada, que até golpe ela tentou criar, aliada a igreja e outros meios, para impedir a vitória de Dilma Rousself. A Imprensa sim, pode não ter caráter, ser extremamente ruim, e tem que aceitar críticas. Aliás, todo esse desespero hediondo da mídia, está diretamente relacionado com as atitudes nojentas, tomadas em relação ao Presidente Lula. Estão com medo do troco, que por certo não haverá de vir, pois que Lula demonstrou claramente, que a mídia brasileira “NÃO TÁ COM NADA”. Exceções óbvio, muitas exceções.
O Miro Teixeira, que eu até hoje não consegui fazer uma leitura politica de seu caráter, diz que qualquer tema a ser debatido sobre os conteúdos jornalísticos, tendem a restringir liberdades. Ô Miro, quem comanda o Brasil?
A Mídia da Globo, onde reina o Jabour, Merval, Miriam e Noblat? Do Estado de São Paulo que evitou ao máximo divulgar os escândalos havidos na equipe de campanha dos demotucanos? A mídia que escondeu os abortos da mulher do Serra? Quebra esse galho Miro Teixeira…
Ninguém em sã consciência, pode dizer que a liberdade de expressão foi cerceada pelo governo, em quaisquer circunstâncias dessa pouca vergonha, que fez da eleição de 2010 no Brasil, o pior exemplo de tudo o que diz respeito à moral. Foi sórdida e nojenta a participação da dessa mídia sem caráter, absolutamente sem nenhuma noção e TOTALMENTE LIVRE.
O surgimento de correntes com tendências assumidamente racistas, eclode no Brasil, ressonando de maneira forte. Depois do movimento SP para os paulistas, reporto-me aqui a Porto Alegre, RS.
Um vídeo com cenas de violência entre agressores negros e vitimas brancas, sobre politica de cotas para negros, nas universidades, além de alusões depreciativas às imagens do Senador Paulo Paim e da ex-ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, foi encontrado e recolhido pela Policia Civil gaúcha,numa ação realizada contra um grupo neonazista em Porto Alegre, RS.
O grupo, White Power Sul Skin, prega limpeza racial e a ferrenha doutrina de que negros, homossexuais e judeus são inferiores.
O material apresentava alem do Vídeo, CD’s, DVD’s, uma soqueira, facas, correntes, um lap-top, fotografias, cartazes, distintivos, camisetas, e foi apreendido em uma residencia.
O dono dos objetos, não foi encontrado. Os movimentos criminosos no Brasil, estão solidificando-se, notadamente em SP e no RS. Descerra-se a cortina, do racismo oculto, o racismo de entrelinhas, que nos dias de hoje, faz-se mais aberto e declarado, crescendo e muito. A apreensão desse material criminoso, foi realizada no início da tarde dessa sexta-feira, no centro de Porto Alegre. O senador eleito Paulo Paim, deixa claro em entrevistas, que não se sente de forma alguma, intimidado por tais elementos.
Paim é tido como um dos principais alvos dos grupos atuantes neonazistas gaúchos, pelo fato de ser um dos politicos mais ativos em relação à igualdade de direitos sociais, notabilizando-se como um dos mais ferrenhos defensores dos negros no Senado, procurando aferir-lhes situações de garantia, no que se refere às igualdades.
Em depoimento dado à Imprensa, Paim declara, que “pretendo fazer uma audiência pública no Congresso, chamar a CNBB, a OAB, o Ministério da Justiça, porque isso tal fato, é uma situação nacional. Isso é inadmissível, enquanto os EUA elegem um presidente negro, a Bolívia, um índio, e o Brasil, um operário e, agora, uma mulher”.
O delegado responsável pela operação, delegado Jardim, destaca, que existem suspeitas fundadas de que os grupos neonazistas estariam organizando atentados em sinagogas, em passeatas,como a Parada do Orgulho Gay, e o Dia da Consciencia Negra (20 de novembro).
Dados estudados e investigados ao longo do período, revelam que elementos da classe média, são maioria entre os integrantes desses grupos, também existindo elementos da classe alta e uma minoria, de origem mais humilde. Esses elementos apresentam-se afinados uns aos outros. Tatuagens e discursos, caracterizam de forma geral, sua identidade. Além disso, lêem muito e até indicam obras, para que os “leigos”, possam saber mais sobre sua “doutrina” racista.
Oficialmente, em solo gaúcho, a policia contabiliza 40 elementos indiciados, alguns jugados e penalizados, outros sendo procurados. Lucas Azevedo, jornalista do Carta Capital, relata, que “em maio de 2005 doze neonazistas agrediram três jovens judeus num bairro boêmio de Porto Alegre durante a comemoração do fim do holocausto. Em setembro de 2007, após um Grenal, um grupo de punks foi agredido na saída da partida. Um deles recebeu 11 facadas, mas sobreviveu. Já em junho de 2009, dois skinheads atacaram um casal de punks na saída de um supermercado, na região central da capital gaúcha. No mesmo ano, a polícia desmantelou cinco células neonazistas no Estado. Bombas que seriam utilizadas em sinagogas foram apreendidas.”
Não me agrada ter que escrever sobre isso… mas necessário se faz, que possamos destacar de forma bem clarejada, esses fatos. Estejam certos, que jamais me calarei, diante essas ocorrências espúrias e sórdidas.
O que se faz errado, tem que ser combatido. O Brasil, em sua essência, não se faz habitat desses movimentos vis, covardes e criminosos. Como alvos de perseguição, cabe-nos o direito de revidar, sempre.
Que os gaúchos e paulistas, possam estar atentos ao que se aflora, em seus solos.
Somos todos Brasileiros e temos o mesmo refrão, não podemos admitir no Brasil tamanho retrocesso… quaisquer sejam os estados.
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