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“Movimentos racistas crescem. No Rio Grande do Sul, grupos neonazistas são caçados pela Polícia”


O surgimento de correntes com tendências assumidamente racistas, eclode no Brasil, ressonando de maneira forte. Depois do movimento SP para os paulistas, reporto-me aqui a Porto Alegre, RS.
Um vídeo com cenas de violência entre agressores negros e vitimas brancas, sobre politica de cotas para negros, nas universidades, além de alusões depreciativas às imagens do Senador Paulo Paim e da ex-ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, foi encontrado e recolhido pela Policia Civil gaúcha,numa ação realizada contra um grupo neonazista em Porto Alegre, RS.
O grupo, White Power Sul Skin, prega limpeza racial e a ferrenha doutrina de que negros, homossexuais e judeus são inferiores.
O material apresentava alem do Vídeo, CD’s, DVD’s, uma soqueira, facas, correntes, um lap-top, fotografias, cartazes, distintivos, camisetas, e foi apreendido em uma residencia.
O dono dos objetos, não foi encontrado. Os movimentos criminosos no Brasil, estão solidificando-se, notadamente em SP e no RS. Descerra-se a cortina, do racismo oculto, o racismo de entrelinhas, que nos dias de hoje, faz-se mais aberto e declarado, crescendo e muito. A apreensão desse material criminoso, foi realizada no início da tarde dessa sexta-feira, no centro de Porto Alegre. O senador eleito Paulo Paim, deixa claro em entrevistas, que não se sente de forma alguma, intimidado por tais elementos.
Paim é tido como um dos principais alvos dos grupos atuantes neonazistas gaúchos, pelo fato de ser um dos politicos mais ativos em relação à igualdade de direitos sociais, notabilizando-se como um dos mais ferrenhos defensores dos negros no Senado, procurando aferir-lhes situações de garantia, no que se refere às igualdades.
Em depoimento dado à Imprensa, Paim declara, que “pretendo fazer uma audiência pública no Congresso, chamar a CNBB, a OAB, o Ministério da Justiça, porque isso tal fato, é uma situação nacional. Isso é inadmissível, enquanto os EUA elegem um presidente negro, a Bolívia, um índio, e o Brasil, um operário e, agora, uma mulher”.
O delegado responsável pela operação, delegado Jardim, destaca, que existem suspeitas fundadas de que os grupos neonazistas estariam organizando atentados em sinagogas, em passeatas,como a Parada do Orgulho Gay, e o Dia da Consciencia Negra (20 de novembro).
Dados estudados e investigados ao longo do período, revelam que elementos da classe média, são maioria entre os integrantes desses grupos, também existindo elementos da classe alta e uma minoria, de origem mais humilde. Esses elementos apresentam-se afinados uns aos outros. Tatuagens e discursos, caracterizam de forma geral, sua identidade. Além disso, lêem muito e até indicam obras, para que os “leigos”, possam saber mais sobre sua “doutrina” racista.
Oficialmente, em solo gaúcho, a policia contabiliza 40 elementos indiciados, alguns jugados e penalizados, outros sendo procurados. Lucas Azevedo, jornalista do Carta Capital, relata, que “em maio de 2005 doze neonazistas agrediram três jovens judeus num bairro boêmio de Porto Alegre durante a comemoração do fim do holocausto. Em setembro de 2007, após um Grenal, um grupo de punks foi agredido na saída da partida. Um deles recebeu 11 facadas, mas sobreviveu. Já em junho de 2009, dois skinheads atacaram um casal de punks na saída de um supermercado, na região central da capital gaúcha. No mesmo ano, a polícia desmantelou cinco células neonazistas no Estado. Bombas que seriam utilizadas em sinagogas foram apreendidas.”
Não me agrada ter que escrever sobre isso… mas necessário se faz, que possamos destacar de forma bem clarejada, esses fatos. Estejam certos, que jamais me calarei, diante essas ocorrências espúrias e sórdidas.
O que se faz errado, tem que ser combatido. O Brasil, em sua essência, não se faz habitat desses movimentos vis, covardes e criminosos. Como alvos de perseguição, cabe-nos o direito de revidar, sempre.
Que os gaúchos e paulistas, possam estar atentos ao que se aflora, em seus solos.
Somos todos Brasileiros e temos o mesmo refrão, não podemos admitir no Brasil tamanho retrocesso… quaisquer sejam os estados.

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